Publicado por: arthgar | janeiro 18, 2010

Jornal da Vila- Criação bíblica

O caráter da Criação

Nos capítulos 1 e 2 do livro de Gênesis, primeiramente observamos a iniciativa livre de Deus de criar (a partir do nada), de modelar e de preencher a natureza. Enquanto a criação no capítulo 1 se encerra com o surgimento do Homem, no capítulo 2 encontramos a descrição de um evento (A queda). A história da queda justifica a condição insatisfatória da vida humana afastada (pelo pecado) da aliança com Deus.

Devido à discrepância das opiniões, não existe uma definição conclusiva do caráter do texto bíblico sobre a criação e a queda. Algumas posições como a crença no naturalismo (posição filosófica segundo a qual os fenômenos naturais justificam toda a realidade), por exemplo, por razões óbvias não são coerentes com algumas interpretações que admitem qualquer ação sobrenatural, portanto uma interpretação naturalista não pode relacionar o Gênesis à doutrina cristã.

No ateísmo moderno (uma das posições extremistas influenciada pelo naturalismo), o caráter da narrativa, quando não é entendida como uma fraca imitação dos mitos dos povos contemporâneos dos antigos hebreus, é uma simples literatura folclórica. Ao passo que na Criação Terra jovem literalista, todos os constituintes literários e informativos da Criação de Gênesis são denotativos (descrição histórica realista e suficiente). Estes são freqüentemente chamados de fundamentalistas.

Entre os moderados encontramos os evolucionistas teístas, os quais aceitam a proposta evolutiva do surgimento da diversidade viva, mas acreditam que Deus foi necessário para este sucesso. Estes entendem a criação e queda como um mito de aplicação moral sem ligação com a realidade eventual do passado.

O criacionismo progressista também é considerado uma posição filosófica moderada. Mesmo sem abrir mão da Criação como doutrina, a criação progressista procura lidar com os fatos aceitos pela comunidade científica (como os fósseis e a antigüidade da Terra). Na criação progressista o texto de Gênesis é eventual, mas determinados aspectos, tais como a cronologia genealógica, os elementos poéticos e as figuras de linguagem, devem ser considerados muito vagos para sustentar qualquer doutrina a respeito de quando e como as coisas aconteceram. Contudo, há suficiência razoável para crer na veracidade básica da informação bíblica, sendo cabível concordar ou não com a posição científica sobre os eventos da história natural sem abrir mão da crença racional no evento da criação.

Arthur Vergara, 18/01/2010

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